#ParaTodosVerem

FOMENTAR TRAJETÓRIAS:
MOVIMENTOS FEMININOS EM RECINTOS FEMIL(S)

A Corpórea Companhia de Corpos, desde 2015 tem por alvo evidenciar corpos pretos em ações cotidianas. Em meio a milhares de atravessamentos aos quais fomos forçadas a carregar em nossos corpos, hoje o mesmo é lugar de levante e empoderamento da ancestralidade do povo preto. Diante disto, o objetivo central deste projeto é o de aprofundar a pesquisa sobre pretitude; descentralizar diálogos e ações pela cidade de São Paulo e, o de fomentar trajetórias periféricas. O conjunto destas experiências e ações constituirão a base da mais nova criação artística do coletivo.

 


AÇÕES DO PROJETO CONTEMPLADO PELO

29a EDIÇÃO - PROGRAMA MUNICIPAL DE FOMENTO À DANÇA PARA A CIDADE DE SÃO PAULO - 2020


●  Promover pesquisa e criação de um novo espetáculo tendo como disparador o “NÃO-LUGAR” conceito presente no livro “Um defeito de cor” da escritora mineira Ana Maria Gonçalves; os atravessamentos da pesquisadora/historiadora/escritora/intelectual e ativista sergipana Maria Beatriz Nascimento que traz reflexões acerca da transmigração de mulheres pretas no trabalho, somado às vivências do elenco da Corpórea Companhia de Corpos, adquiridas nos trabalhos ‘O projeto 30’ e ‘RÉS – Mulheres em cárcere’;


●  Realizar apresentações gratuitas da nova obra em circulação por espaços distintos de São Paulo, todos com importância e de lutas históricas, sejam estes espaços artísticos ou sociais;


●Fomentar trajetórias em diálogos para encruzilhar, transcendendo espaço ‘palco’, por meio de ações continuadas emancipatórias, a saber: ‘Encontros com os teóricos/escritores’, ‘Mostra artística online em Recintos Femil(s)’, ‘Residência artística com a Corpórea Companhia de Corpos’, ‘Ocupações e suas territorialidades periféricas’, ‘Encontros poéticos em escolas públicas e no CIEJA’ e ‘Circulação do espetáculo RÉS - Mulheres em cárcere’;


● Criação, lançamento e exibição de um documentário sobre como a Corpórea Companhia de Corpos pensa as corporeidades pretas, a perda da imagem, seus descendentes em diáspora, a situação das mulheres pretas que fazem parte do projeto e mulheres que encontraremos ao longo do processo, somadas às pesquisas do novo espetáculo de dança “NÃO-LUGAR”, enfatizado por meio das noções de “transmigração” e “transatlanticidade”.